quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A respeito da Fé

Havia um barco em meio ao oceano. Cerca de doze homens navegavam nele. De dentro do barco avistaram um fantasma, e se assustaram. Mas na verdade o fantasma era um homem. O homem. E esta é a primeira coisa gerada quando falta a fé: A visão dos homens comuns começa a se tornar cegueira. Eles passam a enxergar conforme as circunstâncias. Vêem o amigo mestre sobre as águas, mas enxergam um assombroso fantasma.

Apesar do medo comum ao meio, um deles reconheceu a voz do mestre. Pedro ouviu a fé lhe chamando e decidiu sair do barco. Mas aquilo era loucura! Pelo menos parecia... Sair do barco em alto mar, acreditando poder pisar na água como se fosse um firmamento sólido?! Embora outros estivessem confusos, Pedro acreditou. Ele deu o passo. E este é mais um ponto sobre a fé: Ela só é completa se nela existe ação. A incredulidade dos outros homens fez-no permanecerem na comodidade e segurança do barco. A falta de fé inibiu a atitude deles, e a falta de atitude os aprisionou na insegurança.


Mas Pedro avançou. Ele arriscou por os pés sobre o incerto, apenas porque confiava naquele que lhe dirigia as palavras em meio à confusão. Porém, foi apenas colocar os dois pés para cair e afundar nas águas. Talvez ele tenha caído porque a fé ainda era pequena, insuficiente, ou talvez porque, naquele breve momento, ele acreditou que ele podia. Creu mais em si mesmo do que no Mestre que o chamou. Isso é o que a auto-suficiência faz. A queda que ela causa é ainda pior do que a dos incrédulos. Mas depois do susto Pedro pôde perceber: A mão daquele que o segurou, levantou-o acima da superfície para respirar novamente. Logo ele pôde entender que seu fôlego de vida, bem como sua fé, era sustentado pelo único capaz de levá-lo a realizar o impossível.

- Com base no texto bíblico de Mateus 14.22-32
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