sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Dias de Verão em Vitória (Introdução)


 Manhã acinzentada. Nem nublada, nem ensolarada. Apenas um pouco de esperança que tínhamos em fazer a viagem dos nossos sonhos. E aquela seria a oportunidade (pensamos). Maitê, Rafa, Walner e eu sonhávamos com aquelas viagens de filmes, em que um grupo de jovens amigos está junto em um carro conversível ouvindo boas músicas, com o vento batendo forte nos rostos que carregam óculos escuros estilosos, numa estrada em direção à praia de Malibu. Mas a realidade é BEM OPOSTA ao sonho, e a diferença sempre está nos pequenos detalhes importantes: Estávamos juntos, o quarteto (de idiotas e loucos), porém não tínhamos carro (nem um fusca, quanto mais um conversível) e iríamos de trem. Maldito trem. Não usamos óculos escuros e nem sentimos o vento bater no rosto. O que sentimos foi calor e frio, pelos raios solares que entravam pela janela e a alta temperatura do ar condicionado ligado. Além do mais não víamos estrada alguma, apenas mato, serras, e mais mato além do trilho do trem (AQUELES QUE NOS ACONSELHARAM A IR DE TREM POR SER LINDA A VISTA DURANTE A VIAGEM AINDA ACORDARÃO COM A BOCA CHEIA DE FORMIGA)... Mais um detalhe, talvez o mais importante e entediante: Dá-se ao fato de que a trajetória da viagem de carro dura por volta de 7 horas, e nós ficamos entre vagões (como sardinhas) por 13 horas (quase o dobro), quase uma vida! Aliás, fiquei imaginando como eu chegaria ao destino. Morto, em outra vida, ou sem amigos, pois o Walner seria o primeiro a partir por motivos de gordura máxima, a Rafa tão cedo quanto por falta do que o Walner tinha de sobra, e a Maitê de tristeza por sofrer tanto bullying pela forma como saía nas fotos...

 Tudo bem. Sobrevivemos. Quase, pelo menos. Porque o tédio, pra quem não sabe, pode matar, o pó de minério pode nos sufocar e a comida do que chamam de lanchonete do trem pode (sempre) estar envenenada. E nesse caso último eu seria o primeiro a morrer, pois vamos combinar que é difícil encontrar alguém que aceite qualquer tipo de comida como eu. Enfim, ouvimos música individualmente (coisa mais sem graça), cada um em seu celular, tentamos jogar UNO na mesa da lanchonete, mas não era permitido qualquer tipo de jogo ali (disse o garçom). Logo pensamos: Que m***a é essa? Estamos apostando nossas vidas aqui? Como é que funciona isso? Por quê? Fomos então voltar aos nossos lugares, e inventamos um tipo de jogo (Walner inventou). Jogo das palavras... (Eu não acredito nisso) Tente jogar com seus amigos e a única coisa que vai beneficiar o grupo será a facilidade que vocês terão em descobrir quem é o mais idiota. Diga uma palavra, e o restante deve dizer palavras que tenham alguma ligação com a primeira dita. Isso mesmo que você, leitor, está pensando... Que m***a de brincadeira é essa??? Mas não foi você que foi obrigado a ter esse tipo de idéia pela circunstância de estar em um local fechado durante 13h. CLAUSTROFOBIA, QUASE ISSO.

 Enfim, chegamos ao destino. E de repente bateu o medo: ' - QUEM SÃO AS PESSOAS QUE IRÃO NOS HOSPEDAR?' Tudo bem, esqueci de mencionar aqui, mas nós, de BH, não conhecíamos aqueles de Vitória, a não ser pelo falecido ORKUT (que deus o tenha). Não tínhamos visto uns aos outros pessoalmente por mais de algumas poucas horas no congresso em nossa igreja, há um ano e meio antes daquela viagem. O MEDO ERA DE NOS SEQUESTRAREM! Sério, não estou brincando. Confiar no mundo de hoje NÃO TÁ FÁCIL PRA NINGUÉM! Mas éramos mais loucos que medrosos, então ligamos para os nossos conhecidos e hospitaleiros (que medo). Ficamos ali no estacionamento da ferroviária por, mais ou menos, 1 hora comendo um pacote de DORITOS que estava temperado com muito minério. NÓS estávamos temperados de minério. Era tacar água que poderíamos ser considerados fontes de petróleo. Anyway...

 De repente, quando estávamos quase babando de cansaço, eis que surge uma voz através de um MEGA-FONE. Isso mesmo, Júnior e Rafaela chegam gritando por mineiros com um MEGA-FONE! Vamos pegar o trem de volta, e eles nem vão nos ver (pensamos), mas era tarde demais quando aquele mini-homem Júnior me viu e veio em minha direção para dar um abraço. Resolvi ceder, e vingar o mega-fone com bastante minério. Foi uma boa recepção, mas não acabou por aí... Eles nos levaram para a Igreja antes de ir pra casa. PAUSA DRAMÁTICA (...) mais drama (...) e um pouco mais (...) – VELHO, estávamos indo pra Igreja onde todos estariam para receber um quarteto de ZUMBIS! O jeito era fingir que não estávamos sujos, aliás, quem estava sujo mesmo? (Foi assim que agimos). Ficamos esperando o culto acabar, com as malas na porta da igreja. Depois pediram para que o Walner e eu dançássemos uma coreografia do nosso ministério. E pra ser bem sincero, eu achei que partes do meu corpo cairiam naquele momento. Logo depois fomos levados a casa onde fomos MUITO BEM RECEPCIONADOS pela querida Jack, mãe de Amanda e Wilbert.
Precisávamos comer e fomos ao QUINTURAS, quase um KiMala de BH. Era isso... Nosso primeiro dia estava finalmente terminando, embora parecesse que jamais acabaria.

 Mas esperem para saber o que ocorreu a partir de então...
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